A HISTORIA DE Yu-Gi-Oh!

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Yu-Gi-Oh!

Yu-Gi-Oh! (遊☆戯☆王, Yū☆gi☆ō?, rei dos jogos) é uma série de mangá sobre jogo escrita e ilustrada por Kazuki Takahashi. A série foi originalmente publicada pela editora Shueisha na revista Weekly Shōnen Jump entre 1996 e 2004.A trama segue a história de um menino chamado Yugi Muto, que remonta o antigo Enigma do Milênio, e desperta um espiríto dentro de seu corpo com a personalidade de um jogador e que resolve seus conflitos usando vários jogos.

Duas adaptações em anime foram produzidas: uma pela Toei Animation com o mesmo nome, que foi ao ar de 04 de abril de 1998 a 10 de outubro de 1998, com 27 episódios; e outra produzida pela Nihon Ad Systems e animada pelo Studio Gallop intitulada Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, que foi ao ar entre abril de 2000 e setembro de 2004, com 224 episódios. O segundo anime expandiu uma franquia que inclui vários animes spin-offs, Trading Card Game e diversos vídeo games.

A maioria das encarnações da franquia envolvem o jogo de cartas fictício chamado Duel Monsters (Monstros de Duelo) onde cada jogador usa cartas para um “duelo” entre si, em uma batalha simulada de duelo de “monstros”. O Yu-Gi-Oh! Trading Card Game é a contraparte do mundo real para este jogo ficcional em que é livremente baseado.

No Brasil, o mangá de Yu-Gi-Oh! foi publicado pela editora JBC entre 2006 e 2010.

História

Yu-Gi-Oh! narra a história de Yugi Muto, um garoto tímido que ama todos os tipos de jogos. Ele ganha peças fragmentadas de um antigo artefato egípcio, o Enigma do Milênio Millennium Puzzle (千年パズル, Sennen Pazuru?), por seu avô Solomon Muto. Ao remontar o quebra-cabeça, ele é possuído por uma outra personalidade que mais tarde é revelado ser o espírito de um faraó de 5.000 (3.000, na versão original) anos de idade, que perdeu sua memória. Conforme a história avança, os dois (juntamente com os amigos de Yugi), tentam encontrar o segredo das memórias perdidas do faraó e seu nome com o jogo Duel Monsters virar um cenário prevalente no enredo. Os primeiros capítulos apresentam uma variedade de jogos diferentes, mas a partir do arco “Reino dos Duelistas” o foco é deslocado para o Monstros de Duelo. Esse jogo é jogado com um sistema de imagem holográfica criado por Seto Kaiba (após sua primeira partida com Yugi).

Desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

No planejamento inicial de Yu-Gi-Oh!, seu criador, Kazuki Takahashi, pensava em criar um mangá de terror. 5 Apesar do resultado final sair um mangá sobre jogos, ficou claro que alguns elementos de terror influenciaram a história. Takahashi então decidiu usar “batalha” como seu tema principal. Uma vez que não tenha saído um mangá de “luta”, ele achou difícil pensar em algo original. Então Takahashi chegou a decisão de criar um mangá de luta, onde o protagonista não atinge ninguém, mas também luta com essa limitação. 6

A princípio Yu-Gi-Oh! era para ser uma one-shot (apenas 1 capítulo) e tinha o nome de “Magic and Wizards“, uma referência ao card game Magic: The Gathering. No começo era para ser experimental, mas o editor da revista Weekly Shonen Jump, da Shueisha, recebeu muitas cartas e e-mails dos fãs, que perguntavam sobre o “Magic and Wizards“. Depois disso, Takahashi decidiu prorrogá-lo. 7

Takahashi disse que a “mensagem positiva” para os leitores da série é que cada pessoa tem uma “forte parte oculta” (como “potencial humano”) dentro de si mesmo, e quando se encontra dificuldades, a “parte oculta” pode surgir se acredita em si mesmo e em seus amigos. Ele acrescentou que este é “um tema bastante consistente.” 8

Mangá

O mangá original de Yu-Gi-Oh! foi originalmente publicado na Weekly Shōnen Jump entre 30 de setembro de 1996 e 8 de março de2004 e, posteriormente, compilado em 38 tankōbon. Ao contrário da maioria das outras mídias da franquia Yu-Gi-Oh!, o mangá apresenta uma variedade de jogos diferentes. A trama começa bastante episódica e os primeiros sete volumes inclui apenas três casos de “Magia e Magos”. No capítulo sexagésimo, o arco “Reino dos Duelistas” começa e casos de “Magia e Magos” se torna bastante comum, e depois do arco DDD, ele reaparece de novo e se torna parte de um importante ponto da trama durante o arco “Batalha das Cidades”. O último arco do mangá centra-se em uma mesa de jogo de role-playing que replica memórias perdidas do Faraó, em que o sistema de batalha é baseado em um antigo jogo das sombras jogado em seu reino. Os editores do mangá eram Yoshihisa Heishi e Hisao Shimada. Kazuki Takahashi credita Toshimasa Takahashi na coluna “Agradecimentos Especiais”. A versão em Inglês do mangá foi publicada pela Viz Media. O mangá foi licenciado no Brasil pela editora nipo-brasileira JBC. Seu pré-lançamento aconteceu no dia 13 de julho de 2006 durante o festival Anime Friends em São Paulo, enquanto o lançamento nas bancas foi no dia 25 de julho.

Yu-Gi-Oh! R

Um mangá spin-off chamado Yu-Gi-Oh! R foi ilustrado por Akira Ito, sob a supervisão de Takahashi. A história tem lugar no universo do mangá original, entre os arcos ” Batalha as Cidades” e “Mundo do Milênio”, onde Yugi e seus amigos devem parar um homem chamado Yako Tenma que planeja usar o corpo de Anzu Mazaki para reviver o falecido Pegasus. Ele foi publicado entre 21 de abril de 2004 e 21 de dezembro de 2007 na V-Jump e agrupado em cinco tankōbon.12 13

Animes

Yu-Gi-Oh!

Produzido pela Toei Animation, é um anime de 27 episódios baseado nos volumes de 1 a 7 do mangá original Yu-Gi-Oh! , que não focaliza muito no Magic & Wizards. Não está conectado com Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, mas é referido frequentemente como a “primeira série” para distinguir da série seguinte. A Primeira fase retrata mais o lado sofrido de Yugi, onde não tem amigos e leva uma vida bastante monótona e sólitaria até encontrar e concluir o Enigma do Milênio (Seenem Puzzle). Exibido pela primeira vez pela TV Asahi no dia 4 de Abril de 1998.

Yu-Gi-Oh! Duel Monsters

Conhecido simplesmente como “Yu-Gi-Oh!“, Yu-Gi-Oh! Duel Monsters (遊戯王デュエルモンスターズ) é a série que introduziu a franquia para o Ocidente. Produzido pela Nihon Ad Systems, foi exibido pela primeira vez na TV Tokyo no dia 8 de Abril de 2000, e depois traduzido para mais de 20 idiomas e exibido em mais de 60 países. Baseado principalmente no mangá originalYu-Gi-Oh!, a partir do volume 8, a série terminou com 224 episódios no Japão em 29 de setembro de 2004.

Spin-offs

O sucesso de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters levou a criação de vários spin-offs. Esses animes não se tratam mais das aventuras de Yugi e seus amigos – cada um apresenta um novo grupo de personagens.

Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX

Ver artigo principal: Yu-Gi-Oh! GX

Yu-Gi-Oh! Duel Monsters GX (遊戯王デュエルモンスターズGX?), conhecido como “Yu-Gi-Oh! GX“, é um anime spin-off de Yu-Gi-Oh!, com um novo protagonista, Judai Yuki (renomeado para Jaden Yuki nos EUA), e uma nova história que não foi baseado no mangá. Também produzido pela NAS, foi exibido pela primeira vez na TV Tokyo no dia 6 de Outubro de 2004. Yugi fez um aparição no primeiro episódio. O “GX” no título significa “Generation Next” (Geração Seguinte). A série focaliza a vida em uma academia de duelistas, Duel Academy.

Yu-Gi-Oh! Capsule Monsters

Yu-Gi-Oh! Capsule Monsters (遊戯王カプセルモンスターズ?) é uma série pequena de 12 episódios, lançada no Japão no dia 14 de Novembro. É parecida com Yu-Gi-Oh! The Movie – Pyramid of Light (Yu-Gi-Oh! O Filme – A Piramide de Luz). Encaixa-se antes do fim de Yu-Gi-Oh! Duel Monsters. Capsule Monsters envolve Yugi, Joey, Téa , Tristan, e o avô de Yugi Solomon dentro de um mundo onde Monstros de Duelo são reais. Eles encontram capsulas de monstros que eles podem usar para invocar monstros.

Yu-Gi-Oh! 5D’s

Yu-Gi-Oh! 5D’s, o terceiro anime oficialmente, lançado no Japão no dia 6 de Abril de 2008. Em um futuro distante, o enredo foca-se no jovem Yusei Fudou, cujo a personalidade, fria e calculista, reflete em sua fama como “gênio dos duelos”. Uma das principais características desta série são os duelos, agora realizados em motocicletas. Yu-Gi-Oh! 5D’s tem o total de 154 episódios e um especial. Durante sua exibição que foi lançado o terceiro filme da série.

Yu-Gi-Oh! Zexal

Yu-Gi-Oh! Zexal (em japonês: 遊☆戯☆王 ゼアル Yūgiō Zearu?) (pronuncia-se Ze-al) é um novo anime da fraquia Yu-Gi-Oh! também é um spin-off que está no ar da TV Tokyo em exibição, após o término da série anterior, Yu-Gi-Oh! 5D’s. Ele foi revelado em 13 de dezembro de 2010, numa edição da revista V Jump.

Yu-Gi-Oh! Arc-V

Yu-Gi-Oh! ARC-V gira em torno de Yuya Sakaki, enquanto ele tenta escapar da dura realidade sorrindo. Mas um duelo leva-o a fazer uma determinação para enfrentar as dificuldades e ele vai ter o poder de infinitas possibilidades. O tema principal do show é “Dê um passo para a frente com coragem!” Yuya é um estudante de uma escola preparatória, aprender a se tornar um “Duelista de entretenimento”, um tipo de duelista profissional.

Filmes

Três filmes de animação baseado na franquia foram lançados. Em junho de 2014, 4K Media Inc. confirmou que um quarto filme está atualmente em produção. 14

Yu-Gi-Oh! (1999)

Baseado na série de anime da Toei Animation, o filme tem duração de trinta minutos e gira em torno de um garoto chamado Shogo, que é alvo de Seto Kaiba após a obtenção de uma poderosa carta rara; o lendário “Dragão Negro de Olhos Vermelhos”. Yugi tenta despertar a coragem de Shougo no duelo contra Kaiba, que planeja obter a carta rara de Shougo. O filme foi lançado nos cinemas japoneses em 06 de março de 1999 e, assim como o anime da Toei, não foi lançado fora do Japão. 15

Yu-Gi-Oh! The Movie: Pyramid of Light (2004)

Yu-Gi-Oh! The Movie: Pyramid of Light, ou simplesmente Yu-Gi-Oh! The Movie, foi lançado na América do Norte no dia 13 de Agosto de 2004. O filme foi desenvolvido especificamente para o Ocidente pela 4Kids baseado no grande sucesso da franquia Yu-Gi-Oh! nos Estados Unidos. No filme, que acontece após o arco “Batalha das Cidades” do anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters, Yugi enfrenta Anubis, o deus egípcio dos mortos. O filme também foi exibido na TV Tokyo em 02 de janeiro de 2005.

No Brasil, Yu Gi Oh! O Filme estreou no dia 3 de setembro de 2004, apenas três semanas após sua estreia nos EUA.

Filme do 10º aniversário (2010)

10th Anniversary Yu-Gi-Oh! Movie: Super Fusion! Bonds that Transcend Time é um filme em 3D lançado em 23 de janeiro de 2010 no Japão. O filme foi lançado na América do Norte pela4Kids em 26 de fevereiro de 2011 sob o título Yu-Gi-Oh!3D Bonds Beyond Time. 18 O filme foi produzido em comemoração ao décimo aniversário do anime Yu-Gi-Oh! Duel Monsters e apresenta um enredo original que reune os personagens principais das três primeiras series: Yugi Muto de Duel Monsters, Jaden Yuki de Yu-Gi-Oh! GX e Yusei Fudo de Yu-Gi-Oh! 5D’s, lutando contra um novo inimigo chamado Paradox, em uma batalha que vai decidir o passado, presente e futuro.

Jogos originais

Vários jogos fictícios no anime e mangá de Yu-Gi-Oh! foram adaptados em cartas, tabuleiros e video games.

Jogo de Cartas

A série de anime e mangá Yu-Gi-Oh! introduz o jogo de cartas colecionáveis original criado por Kazuki Takahashi. O jogo começou a ser produzido em 2002, e hoje é jogado no mundo inteiro. O jogo possui algumas diferenças quanto ao fictício, pois este servia para se adequar ao enredo. Takahashi começou a fazer as cartas em 1996. Em agosto de 2008, a TV Tokyorelatou que o jogo de cartas da série já vendeu mais de 18.000 milhões dólares em todo o mundo. Em 9 de junho de 2009, em seu aniversário de 10 anos, foi adicionado ao Guinness World Records como o jogo de cartas mais bem sucedido, tendo vendido mais de 22 bilhões e meio de cartas ao redor do mundo desde o início de sua fabricação. Em 31 de março de2011, a Konami já vendeu mais de 25 milhões de cartões em todo o mundo desde 1999.

As cartas.

A esfera que representa o nível do monstro.

O jogo de cartas – cujo nome original é Yu-Gi-Oh! Trading Card Game (遊☆戯☆王 オフィシャルカードゲーム em japonês, Yū☆Gi☆Ō em rōmajituradingu Kādo Gēmu, abreviado TCG) – é baseado em invocação de monstros e ativação de magias e armadilhas num duelo entre 2 oponentes, cada um possuindo 8000 LPs (Life Points, ou Pontos de Vida) e usando Decks (baralhos) de 40 a 60 cartas.

Vence quem reduzir os pontos e vida do oponente a zero, ou quem não tiver mais cartas para puxar.

  • Tradicional: Neste formato de duelo, quase todas as cartas existentes desde a primeira coleção (Legend of Blue-Eyes Dragon) até a mais recente são permitidas para jogar – exceto cartas “banidas” conforme lista semestral publicada pela Konami. Normalmente, pessoas que jogam neste formato usam decks de First Turn Kill (onde não há chance de o oponente jogar se a estratégia do Deck tiver sucesso), One Turn Kill (onde o oponente tem seus pontos de vida reduzidos a 0 num mesmo turno) e decks com cartas limitadas e restritas.
  • Avançado: Neste formato, mais largamente utilizado nos torneios, há maior limitação das cartas permitidas para uso (algumas cartas são limitadas a 2 ou 1 por Deck). Por causa disto, aqui predominam os Decks baseados no controle da partida através da interrupção das investidas do oponente (ou “controle de campo”) ou remoção de cartas.

Os campeonatos mais conhecidos e movimentados são os “Shonen Jump Championships“, mas há outros tipos de campeonatos, como a “Pegasus League” (com regras próprias e variadas a cada torneio), “Sneak Preview” (torneios de Decks montados com a coleção mais recente) e “Dragon King” (com crianças até 12 anos).

Outros jogos

Vários outros jogos foram adaptados do mangá original:

  • Capsule Monster Chess (Capmon) — Jogo de miniaturas colecionáveis.
  • Monster World — Um jogo de xadrez RPG.
  • Dungeon Dice Monsters (DDM), conhecido no mangá como Dragons Dice & Dungeons (DDD) — Um jogo de tabuleiro cujo os quadrados são criados com faces de dados D6. Foi lançado como um jogo de cartas real, mas o jogo não é popular e novas figuras não são mais lançadas.

Livros relacionados

Vários livros (não incluindo mangá) baseados no anime e mangá foram lançados dentro e fora do Japão:

  • The Theatrical & TV Anime Yu-Gi-Oh! Super Complete Book (劇場&TVアニメ『遊☆戯☆王』スーパー・コンプリートブック Gekijō & TV Anime Yūgiō Sūpā Konpurītobukku?): Foi lançado emmaio de 1999 após o lançamento do filme de Yu-Gi-Oh! da Toei Animation no início daquele ano. O livro também inclui informações dos episódios e imagens sobre o primeiro anime de Yu-Gi-Oh!, algumas fotos com o manga original com uma seção que abrange a fabricação de certos monstros, e entrevistas a respeito do primeiro filme. Ele também possui uma versão film comic e é o único trabalho suplementar lançado para a versão da Toei de Yu-Gi-Oh!.
  • Yu-Gi-Oh (遊☆戯☆王 Yū☆gi☆ō): Este é uma novelização dos dois primeiros arcos de história do mangá. O romance foi escrito por Katsuhiko Chiba e é divido em quatro partes. A quarta parte é uma história original, ocorrendo apenas no livro. Foi publicado no Japão pela Shueisha em 3 de setembro de 1999.
  • Yu-Gi-Oh! Character Guide Book – The Gospel of Truth (遊戯王キャラクターズガイドブック―真理の福音― Yūgiō Kyarakutāzu Gaido Bukku Shinri no Fukuin): Esse livro é um guia de personagens do mangá. Escrito pelo próprio Kazuki Takahashi, o livro contém os perfis de personagens, incluindo informações canônica, que nunca foram vistas em outras mídias da série, incluindo datas de nascimento, altura, peso, tipo de sangue e comida favorita. Foi publicado no Japão em 1 de novembro de 2002 pela Shueisha sob sua marca Jump Comicse na França em 12 de dezembro de 2006 pela editora Kana. 33
  • Duel Art (デ ュ エ ル ア ー ト Dyueruāto?): É um livro de arte ilustrado por Kazuki Takahashi. O livro foi lançado em 16 de dezembro de 2011 e contém várias ilustrações da série Yu-Gi-Oh feitas para o lançamento em bunkōban do mangá.
  • The Yu-Gi-Oh! 10th Anniversary Animation Book (遊☆戯☆王 テンス アニバーサリー アニメーション ブック Yūgiō! Tensu Anivāsarī Animēshon Bukku?): É um livro lançado para comemorar o décimo aniversário da adaptação em anime da NAS (não do mangá), lançado em 21 de janeiro de 2010. O livro apresenta cenas do filme de crossover, uma revisão rápida dos três primeiros animes da série (Yu-Gi-Oh!, Yu-Gi-Oh! GX e Yu-Gi-Oh! 5D’s) perfis dos personagens, duelos e entrevistas com a equipe do filme.

Jogos eletrônicos

Recepção

John Jacala do Anime News Network analisou o mangá Yu-Gi-Oh! em 2003, como parte da revisão da Shonen Jump. Jakala disse que, enquanto a comercialização para Yu-Gi-Oh! Duel Monsters fez o anime aparecer “completamente desinteressante”, o mangá “é inesperadamente sombrio e mal-humorado.” Jakala acrescentou que em um momentoa série lhe “lembrou da obra de Neil Gaiman: Yugi se vê arrastado para um mundo mágico de antigas forças onde há regras definidas que devem ser obedecidas.” Jakala concluiu que o fato de a série usar os jogos como instrumento de enredo “abre uma série de possibilidades de histórias” e que ele temia que a série tinha o potencial para “simplesmente transformar-se em um tie-in para o popular jogo de cartas”.

Jason Thompson, editor da versão em Inglês do mangá, classificou Yu-Gi-Oh! como o terceiro lugar de suas cinco séries favoritas que ele editou, afirmando que ele pensa que “a história é realmente muito sólida para um mangá shōnen” e que “você pode dizer que foi escrito por um homem mais velho por causa da obsessão com a morte, e o que pode vir após a morte, que domina o arco final de história”, desfrutando de todo o RPG e a terminologia de jogos de cartas encontrada dentro da série.

O mangá começou a conquistar mais popularidade entre as crianças japonesas com a série de anime, jogos de vídeo game e jogos de cartas. Por causa de seu “enredo sombrio e terríveis monstros”, a série não era tão popular entre os pais japoneses, que acreditavam que Yu-Gi-Oh! significava mais para os adolescentes do que as crianças e jovens que compõem a audiência para franquias como Pokémon.

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Ranma ½(historico)

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Ranma ½

Ranma ½ (らんま½, Ranma Nibun-No-Ichi , “Ranma Metade-de-Um“), leia-se “Ranma Meio”, é uma comédia de anime e mangá de Rumiko Takahashi sobre um menino chamado Ranma Saotome, uma das obras mais conhecidas da autora. Comédia romântica, com muita ação, Ranma demorou quase nove anos para ser escrito, de 1987 a 1996, e rendeu 38 volumes de tankohon. Como quase toda história de Rumiko, o final de Ranma permite à imaginação do leitor prolongar um pouco mais a história. Ao todo Ranma ½ possui 161 episódios, divididos em sete temporadas, 13 OVAs e dois filmes produzidos pela Kitty Films, em conjunto com a Fuji TV.

O mangá foi publicado pela Shogakukan no Japão na revista Shonen Sunday entre setembro de 1987 e março de 1996. Takahashi indicou, em entrevistas, que quis produzir uma história popular entre as crianças e adolescentes. O principal público de Ranma eram, por conseguinte, meninos até a idade do ensino secundário. Entre os fãs ocidentais, o anime é criticado por algumas inconsistências em relação ao mangá. Outra forte queixa é a adição no anime de episódios cujo o roteiro não tinha origem na história original e por não ter sido interrompido antes de apresentar o final presente no mangá

Ranma era muito popular entre os otaku dos Estados Unidos durante osanos 90 e popularizou o visual dos animes. A série explora “As Fontes Amaldiçoadas de Jusenkyo” que dão origem à capacidade de alguns personagens de transformarem seus corpos em outros seres. De fato, as transformações dos personagens são bem exploradas pela criadora de Ranma, evitando justificativas complicadas que pudessem atrapalhar o tom de comédia da série.

Em novembro de 2006, o New York Comic Con anunciou que hospedará as concessões americanas first-ever de Anime. Os fãs de anime tiveram a possibilidade votar para seus favoritos em linha durante o mês de janeiro 2007. Somente os cinco indicados que recebem a maioria de votos foram anunciados em 5 de fevereiro para cada categoria. Entre as 12 categorias diferentes, o Ranma ½ de foi votado do na categoria de “Best Comedy Anime” (“Melhor Anime de Comédia”) e os OVAs de Ranma ½ foram votados na categoria de “Best Short Series” (“Melhor Série Curta”). 

Enredo

Ranma Saotome foi treinado desde a infância até aos 16 anos. É estudante de artes marciais que, junto ao pai, Genma Saotome, fez uma jornada de treinamento nas Montanhas Bayankala (Bayan Har Shan) na Província de Qinghai, China. Ali há o campo de treinamento chamado Jusenkyo onde existem diversas fontes amaldiçoadas. Cada uma delas está associada à história de alguém que morreu afogado há centenas ou milhares de anos e quem cair em uma delas transforma-se no ser que morreu afogado nela, seja ele humano ou não. No meio do treinamento, Ranma e seu pai caem, cada um em uma fonte diferente, e acabam amaldiçoados. Depois desse incidente, toda vez que Ranma se molha com água fria, transforma-se em uma bela garota, enquanto seu pai em um enorme panda. Somente o banho com água quente pode reverter os personagens à sua forma original (ainda que temporariamente). No retorno para o Japão, Genma informa Ranma de que está prometido em casamento a uma garota que nunca viu, a filha de Soun Tendo, grande amigo de seu pai. Soun Tendo reúne suas três filhas para dizer que uma delas se casará com Ranma, que, aliás, era totalmente desconhecido para as filhas, no intuito de manter o dojo Tendo como seu legado.

Quando Ranma chega à casa da família Tendo, ele está na forma de garota. A confusão perdura até que Akane Tendo (a filha mais nova) vê Ranma, que tomava banho, na forma de garoto. A família Tendo descobre então, o segredo de Saotome e as duas irmãs mais velhas empurram o noivado com Ranma para Akane, uma vez que ela costuma esbravejar aos ventos que “odeia garotos” e da forma rude com que ela os trata na escola. Isso lhe dá a fama de “maria-rapaz”. Ora, Ranma é, em virtude de sua maldição, meio menina. O noivado arranjado, a vontade de livrar-se da maldição, a existência de outros pretendentes (garotas e garotos) tanto para Ranma quanto para Akane e personagens estranhos (alguns também amaldiçoados em Jusenkyo), fazem essa uma série de comédia-romântica caracterizada pelo amor e pelo ódio simultâneos no relacionamento de Ranma com Akane durante toda a história, bem como, pela dualidade da maioria dos personagens (algo inspirado no yin e yang do Taoísmo).

Mangá 

Publicação no Japão 

Ranma ½ começou a ser publicado em setembro de 1987, aparecendo no volume 36 da Shonen Sunday 1987, seguindo o fim do trabalho precedente de Takahashi, Urusei Yatsura. De setembro 1987 até março de 1996, Ranma ½ foi publicado com uma periodicidade semanal. Após quase uma década das histórias, o capítulo final do Ranma ½ foi publicado na Shonen Sunday 1996, volume 12.  Depois da publicação na Shonen Sunday, a história foi agrupada e publicada como tankobon em 38 volumes. Em 2002, a Shogakukan optou republicá-la sob um novo formato, de shinsoban. Estes eram essencialmente o mesmo que tankoubons, exceto para uma capa diferente e a inclusão de páginas coloridas originais da Shonen Sunday. Além da série regular, Ranma ½ teve diversos lançamentos especiais. Em primeiro lugar, o The Ranma ½ Memorial Book(Livro Memorial de Ranma ½) foi publicado apenas após o fim do mangá em 1996. Servindo como um capítulo final para a série, traz várias ilustrações da série, uma entrevista com Rumiko Takahashi,7 e inclui detalhes sobre Ranma: sumários de suas batalhas, da programação diária, trívia e algumas ilustrações exclusivas. Em segundo, um filme e um OVA Visual Comic foram lançados para ilustrar os episódioss do OVA “The One to Carry On”(“Aquela para continuar”), ambas as partes e o filme “Team Ranma vs. the Legendary Phoenix” (“Equipe Ranma contra a Lendária Fênix”). Ele incluia também informações sobre os seiyus, desenhos das personagens e detalhes sobre dojo Tendo. Por fim, livros guia foram lançados acompanhando os jogos de Ranma ½; eles incluíram mais do que apenas estratégias, incluindo também entrevistas. 

Publicação nos Estados Unidos 

Nos Estados Unidos a VIZ Media, editora pertencente a Shogakukan e Shueisha, publicada em língua inglesa a versão do mangá de Ranma ½. A VIZ Media começou a publicar Ranma ½ mensalmente em 1993, devido a necessidade de acumular material novo, os volumes subsequentes foram publicados de forma cada vez mais espaçada. Cada volume tem aproximadamente a mesma quantidade de material que tankoubon originais, mas a VIZ Media incorporou pequenas diferenças na forma de agrupamento dos capítulos de modo que a versão em língua inglesa tem 36 volumes, menos que os 38 originais. O volume 36, o volume final, foi lançado nas lojas dos Estados Unidos no dia 14 de novembrode 2006 , tornando-o assim o mangá mais duradouro publicado pela Viz Media, 13 anos. Em 18 de Março de 2004, a Viz Media anunciou a reimpressão de alguns volumes. Seria mais do que uma simples reimpressão, com um ligeiro rearranjo de cada título. O conteúdo permaneceu o mesmo, mas os volumes tornaram-se menores e ganharam capas diferentes. No caso de Ranma ½, as capas ganharam mais uniformidade. Além disso, o preço caiu.  Entretanto, o título manteria o formato “espelhado”, com a leitura da esquerda para a direita, como na primeira publicação.

No Brasil 

No Brasil, a primeira passagem do mangá de Ranma ½ não foi muito significativa. Foi publicado pela editora Animangá com tradução de Cristiane Akune Sato da ABRADEMI  , entre 1998 e 2004, ora mensalmente, ora bimestralmente, ora com periodicidade muito irregular, totalizando 6 volumes completos, de 38 originais. Foi publicado no formato animangá , com leitura ocidental, com uma média de 50 páginas em cada publicação, divididas entre 2 a 3 capítulos cada. A partir de setembro de 2009, começou a ser publicado pela Editora JBC, onde será publicado em sua versão integral, emformatinho (13,5 x 20,5 cm) com o mesmo número de páginas de um tankohon (formato do mangá japonês), com leitura japonesa  . A equipe da JBC já havia trabalhado na tradução e adaptação do anime .

Anime 

Após a falência da Rede Manchete, a distribuidora Tikara ofereceu o anime para a Rede Record e o SBT, que não ficaram interessados  . Em maio de 2000, a Band havia prometido exibir Ranma ½ na TV aberta  , o que não aconteceu. Em2003, a Editora Abril lançou em VHS o filme “Chuugoku Nekonron Daikesson!!” como “A Grande Aventura na China!!” como brinde da revista Heróis da TV, entre 2001 e 2002, a revista já havia publicado filmes e OVAs de Dragon Balll16 , a editora anunciou que publicaria o segundo filme  , o que não aconteceu18 . O anime só viria a ser exibido no Brasil pela Cartoon Network entre 3 de julho de 2006 até 24 de abril de 2007 no blocoToonami (mas a partir do dia 26 de março de 2007, o bloco deixou de existir) apenas de segunda a quinta das 01h40min até 2h (alguns episódios chegaram terminar às 2h05min), em vários momentos foi exibido apenas de segunda a quarta, devido ao fato de serem transmitidos filmes de animes em algumas quintas. Mas o anime foi exibido no Cartoon Network primeiramente de forma censurada  apesar de passar na madrugada no bloco Toonami.  O anime foi exibido também pela PlayTV, no Otacraze junto a animes como Love Hina, Trigun e Samurai Champloo, inicialmente de segunda à sexta (que foi mudado para segundas, terças e quintas) às 23h30min até 0h e aos sábados das 23h às 23:30min. O anime recebeu a classificação etária indicativa de “16 anos”, ou seja, podendo ser transmitido apenas após às 23 horas. Todos os horários citados são baseados no fuso (GMT-03:00) de Brasília. depois foi ao ar pela PlayTV canal 21 VHF.

Videogame 

Vários videogames baseados na série foram lançados, a maioria sendo jogos de luta e de RPGs. De todos, somente dois dos jogos de combate do Super Nintendo Entertainment System (SNES) foram trazidos para o Ocidente. O primeiro jogo, intitulado Ranma ½: Neighborhood Combat (Ranma ½: Chōnai Gekitōhen em japonês; Ranma ½: Combate na Vizinhança, em tradução livre para o português), submeteu-se à americanização para transformar-se emcombate de rua, e substituíram-se todos os personagens e músicas do fundo por equivalentes americanos. Um exemplo é a característica de Ranma, que foi substituído por um homem louro com armas azuis brilhantes chamado Steven. Ao todo, foram lançados quatorze jogos em diferentes consoles e gêneros 

Possíveis influências em outros meios  

A comédia romântica de 2006, o Zerophilia (ou Zerofilia), caracteriza um lote que seja completamente similar àquele de Ranma ½. Os dois compartilham dos temas muito similares (aqueles da sexualidade e da amizade adolescência). Zerophilia parece ser mais da série de Futaba Kun do que Ranma. Outra possível influência que podemos citar é a em Love Hina. Podemos perceber influências de três das principais obras de Rumiko Takahashi nesta série em particular (Urusei Yatsura, que contribuiu de uma forma mais genérica; Maison Ikkoku, que parece ter influenciado de maneira mais presente no molde “vestibulando vai morar numa pensão com moradores inusitados e se apaixona”; e Ranma ½, em diversos âmbitos também).[carece de fontes] Podemos citar como exemplo a personagem Naru Narusegawa, que tem uma personalidade muito parecida com a de Akane Tendo, bem como inúmeras reações que tem quando provocada.

Curiosidades 

  • Provavelmente Ranma Saotome não foi o primeiro personagem de mangá que pode mudar de sexo. Em 1980 aparece Ranma Hinamatsuri, do mangá Cinderella Boy, de Monkey Punch, 7 anos antes de Rumiko Takahashi publicar o mangá.
  • Os personagens que aparecem no anime, principalmente as mulheres, vestem roupas de calças ou saias com cintura para cima, escondendo barriga e umbigo, para afinar a cintura. Naquela época, por volta da segunda metade da década de 90, era moda desde a infância aos idosos vestir a cintura, o que começou entre os adolescentes e depois nas crianças a baixar da cintura, mostrando umbigo, até por volta de 2000 termos a forma em que se conhece pelo mundo nos dias de hoje.
  • O gesto com as mãos que os personagens fazem quando levam uma pancada ou ficam surpresos (somente indicador, dedão e mindinho levantados) se chama oyakusoku pozu e é um gesto usado somente no Japão e significa literalmente “pose de promessa”.

  • Apesar de ser um dos personagens centrais, pouca coisa sabe-se sobre o passado de Ryoga: apenas que sua casa era grande e que ficava perto do Monte Fuji (próximo a Tóquio), além de ser filho único de pais tão perdidos quanto ele (que sequer conseguem voltar para casa). Mesmo assim, não há citações de Ryoga do próprio passado. Ele tem uma cadelinha chamada Shirokuro (Checkers, na versão em inglês), que aparece bem pouco durante a história.
  • A Sra. Tendo, a qual aparece apenas na OVA 2 e tem seu nome citado em raras oportunidades, faleceu 12 anos antes do inicio da história. Na época, Kasumi, Nabiki e Akane ainda eram crianças.
  • Muitos locais presentes em Ranma ½ foram inspirados em áreas reais de Nerima (bairro de Tóquio), como a viela com grade lateral onde Ranma e Akane correm para ir a escola, o Shakuji Koen (parque Shakujii) e o Colégio Furinkan (escola em que Ranma freqüenta).
  • A área das Montanhas Bayankala (Bayan Har Shan) na Província de Qinghai, China, onde se situa o local fictício de Jusenkyo na história (onde vários personagens recebem suas maldições), realmente existe.